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Dia da Terra: ainda temos tempo?


Hoje,22/04, é o Dia da Terra. O dia chama a atenção sobre a importância de termos uma visão global sobre o nosso habitat comum. Desde a década de 1960 ecologistas insistem sobre a importância de “pensar globalmente, agir localmente”. 





Não é novidade pra ninguém que estamos vivendo um empilhamento de crises: ecológica, social, política, existencial. Qual o significado de um Dia da Terra em um contexto como esse, então?


Me parece que, em termos de narrativas, tudo o que precisa ser dito já foi dito. Todas pessoas minimamente reflexivas já sabem que existe mudança climática antropogênica, que a perda de biodiversidade é assombrosa, que a desigualdade de renda é obscena, que a poluição é a regra, que as elites políticas/econômicas não detém o respeito do povo, etc. 


De onde pode vir uma resposta, um alento, uma cura? Essas questões me afligem e, sinceramente, seria hipócrita dizer que sei respondê-las. Mas ao mesmo passo me sinto motivado a buscar, a tentar… E a compartilhar reflexões sobre isso. 


A primeira reflexão que me importa compartilhar é sobre o que é isso “A Terra”. A Natureza? Gaia, uma consciência planetária? Penso que discussões teóricas não importam mais nesse momento. Dê-se o nome que quiser, é isso aí. É questão de sentir, mais do que teorizar. A Terra não é separada de mim, somos a Terra, também. Somos a Natureza. Essa consciência talvez seja a determinante. Quem não se sente conectado não se motiva a ter empatia, e empatia é o que talvez mais falte. Vamos ficar com esse ponto, então. O “Dia da Terra” é o “Dia do Nós”, do “Nós, Humanidade e Natureza juntas”. Quanto não seria diferente se essa consciência ocupasse a maioria dos corações? Ela está vindo, é evidente no brilho dos olhos das crianças. Essa consciência está vindo. 


A outra reflexão é: e dá tempo? Ainda é possível reverter os danos, garantir um planeta habitável para elas, crianças? Um planeta com uma humanidade pacífica? Minha resposta é a da maioria das pessoas: não sei. Mas talvez não importa saber. Para mim não importa saber. Essa insegurança é o que temos, importa tentar, fazer o que tem que ser feito, independente do resultado. A Terra é nós, nós merecemos cuidado, isso é por nós.

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